
09/05/09
Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento, uma Iniciativa da Alliance Francophone pour l’Accouchement Respecté (AFAR) desde 2004 .Este ano o tema abordado será “O aumento das taxas de cesáreas no mundo”, e o slogan original da Parto do Princípio não poderia ser mais adequado: “Pelo fim das cesáreas desnecessárias, por uma nova forma de gestar, parir e nascer”.
A exposição visa incentivar a escolha segura e consciente da via de parto, preservando o vínculo afetivo mãe e filho, a amamentação na primeira hora de vida e o parto humanizado. Além de cerca de 30 fotos e seus cartões explicitando os mitos que rondam o parto em questão e que seriam motivo para uma cesárea possivelmente mal indicada , usaremos banners para divulgar a Rede, expôr os riscos da cesárea para mãe e o bebê e atentar para altas taxas de cesárea nos hospitais brasileiros.
Local: Hall da Cliniprev - Rua Vereador Primo Monteschio, 460 / Zona 02 / Maringá / PR
Data: 11 à 16 de maio de 2009
Horário: durante o funcionamento da clínica
Obs. A exposição acontecerá simultaneamente em várias cidades.
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Pati Merlin
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Além da doulagem...,
Gesta Maringá,
Parto do Princípio.
24/04/09
Fênix.
Dois anos se passaram desde que eu deixei meu trabalho voluntário. E foram os dois anos mais dinâmicos da minha vida, tão cheios de coisas acontecendo que ao mesmo tempo que parece uma eternidade, também parece que vôou!
Neste tempo eu:
- mantive o grupo de apoio virtual, que cresceu e virou Gesta Paraná, com doulas de outras cidades e mulheres de todo o estado.
- mantive o apoio virtual á inúmeras mulheres, da minha cidade e de outros tantos lugares.
- criei e mantenho um blog de apoio à amamentação com a Rebeca, minha amiga e doula: De Peito Aberto.
- republiquei este blog e criei o blog do Gesta Maringá, que está sem atividade desde que larguei o voluntariado, por que eu atendia muitas pessoas na casa do voluntário da Santa Casa e achei que não era certo continuar usando o espaço.
- engravidei e pari Luiza em casa.
Isso além de todas as tarefas de mãe, esposa, dona de casa, mulher, etc.
Eu prometi a mim mesma que retomaria minhas atividades como doula este ano e comecei bem: dois TP's na primeira semana.
Mas tive que dar o braço a torcer: Luiza ainda exige muito cuidado e o Pedro também precisa de atenção nesta fase de aprender a ler e escrever. Só consegui me sentir mais ou menos organizada agora, no final de abril.
Então terminei de arrumar os blogs, estou fazendo faxina nos meus materiais, organizando tudo e matutando como retornar ao meio...
Espero trazer novidades em breve.
Dois anos se passaram desde que eu deixei meu trabalho voluntário. E foram os dois anos mais dinâmicos da minha vida, tão cheios de coisas acontecendo que ao mesmo tempo que parece uma eternidade, também parece que vôou!
Neste tempo eu:
- mantive o grupo de apoio virtual, que cresceu e virou Gesta Paraná, com doulas de outras cidades e mulheres de todo o estado.
- mantive o apoio virtual á inúmeras mulheres, da minha cidade e de outros tantos lugares.
- criei e mantenho um blog de apoio à amamentação com a Rebeca, minha amiga e doula: De Peito Aberto.
- republiquei este blog e criei o blog do Gesta Maringá, que está sem atividade desde que larguei o voluntariado, por que eu atendia muitas pessoas na casa do voluntário da Santa Casa e achei que não era certo continuar usando o espaço.
- engravidei e pari Luiza em casa.
Isso além de todas as tarefas de mãe, esposa, dona de casa, mulher, etc.
Eu prometi a mim mesma que retomaria minhas atividades como doula este ano e comecei bem: dois TP's na primeira semana.
Mas tive que dar o braço a torcer: Luiza ainda exige muito cuidado e o Pedro também precisa de atenção nesta fase de aprender a ler e escrever. Só consegui me sentir mais ou menos organizada agora, no final de abril.
Então terminei de arrumar os blogs, estou fazendo faxina nos meus materiais, organizando tudo e matutando como retornar ao meio...
Espero trazer novidades em breve.
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Pati Merlin
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Além da doulagem...,
Como tudo começou.,
Dificuldades.,
Gesta Maringá,
Realidade.
09/01/09
Nasceu Iara - filha de Ana Carolina e André.
Acompanhamento rápido. Iara nasceu num colchão, no chão do quarto da maternidade. A mãe observando tudo através de um espelho e o pai dando suporte por trás. Coisa linda!
Acompanhamento rápido. Iara nasceu num colchão, no chão do quarto da maternidade. A mãe observando tudo através de um espelho e o pai dando suporte por trás. Coisa linda!
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Pati Merlin
01/01/09
Nasceu Vicente - filho de Marisse e Marco.
Vicente nasceu no primeiro dia do ano, às 23:28h, de cesárea após TP na tentativa de um VAB2C (parto depois de duas cesáreas).
O TP foi lindo e cheiroso, intimista e divertido. Marisse estava tranquila e acompanhada do marido, da doula e de uma amiga encantada.
Infelizmente a dilatação não progrediu e o Vicente apresentou variação no caridiotoco, mudando os planos da equipe e da família.
Ele é lindo, polaco, parecido com a irmã e deixou os irmãos mais velhos babando com o que chamaram de "nosso queixinho"...rs
Vicente nasceu no primeiro dia do ano, às 23:28h, de cesárea após TP na tentativa de um VAB2C (parto depois de duas cesáreas).
O TP foi lindo e cheiroso, intimista e divertido. Marisse estava tranquila e acompanhada do marido, da doula e de uma amiga encantada.
Infelizmente a dilatação não progrediu e o Vicente apresentou variação no caridiotoco, mudando os planos da equipe e da família.
Ele é lindo, polaco, parecido com a irmã e deixou os irmãos mais velhos babando com o que chamaram de "nosso queixinho"...rs
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Pati Merlin
19/11/08
Nasceu Rafael - filho de Renata e Fábio.
Trabalho de parto rápido, nascimento "the flash!"...
Renata me ligou às 4h da manhã, contrações de 3 em 3cm, mas lidáveis.
Ás 7h, ligou já da maternidade, com 7cm.
30 min depois eu já estava com ela e foi o tempo de ir andando até o quarto, tirar a roupa, ajoelhar na cama e em duas contrações, nasceu Rafael! Antes das 8h!
Ele pesou 3.470gr e não vimos quanto mediu. Chorou pouco enquanto esteve no berçário, tirou até uns cochilinhos...
Houve aspiração de mecônio, por isso o Rafa ficou em observação. A Renata teve laceração de 1º grau.
Apesar dos imprevistos, ambos estão bem.
Trabalho de parto rápido, nascimento "the flash!"...
Renata me ligou às 4h da manhã, contrações de 3 em 3cm, mas lidáveis.
Ás 7h, ligou já da maternidade, com 7cm.
30 min depois eu já estava com ela e foi o tempo de ir andando até o quarto, tirar a roupa, ajoelhar na cama e em duas contrações, nasceu Rafael! Antes das 8h!
Ele pesou 3.470gr e não vimos quanto mediu. Chorou pouco enquanto esteve no berçário, tirou até uns cochilinhos...
Houve aspiração de mecônio, por isso o Rafa ficou em observação. A Renata teve laceração de 1º grau.
Apesar dos imprevistos, ambos estão bem.
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Pati Merlin
24/07/08
Nasceu Luiza - filha de Pati Merlin e do Carlos.
Luiza nasceu hoje, dia 24/7, às 20:25h, num parto domiciliar intenso, sem intervenções e sem lacerações!
Pedro assistiu o nascimento da irmã, o pai Caco participou ativamente, Luiza nasceu bem, rosada e mamou imediatamente!
Todos estão muito felizes, inclusive a doula que vos escreve! (Rebeca).
Luiza nasceu hoje, dia 24/7, às 20:25h, num parto domiciliar intenso, sem intervenções e sem lacerações!
Pedro assistiu o nascimento da irmã, o pai Caco participou ativamente, Luiza nasceu bem, rosada e mamou imediatamente!
Todos estão muito felizes, inclusive a doula que vos escreve! (Rebeca).
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Pati Merlin
16/06/08
Nasceu Caio - filho de Kelly e Clésio.
Caio nasceu às 00:25h (mais ou menos...rs) do dia 16/06, após TP relativamente tranquilo e um longo expulsivo.
O parto foi como planejado pelos pais: na água, em penumbra, no quarto do hospital. Um clima de total respeito e intimidade.
A vó coruja filmou algumas partes do TP e o nascimento, fotografou, corujou e incentivou demais, à toda equipe.
Kelly e Caio logo sairam da água para os primeiros cuidados (tava muito frio) e para amamentar. O pequeno mamou com gosto, apesar de todo o esforço do nascimento.
Os pais passaram a primeira noite na maternidade, babando no pequeno cabeludo... É provável que tenham alta ainda hoje...
Caio nasceu às 00:25h (mais ou menos...rs) do dia 16/06, após TP relativamente tranquilo e um longo expulsivo.
O parto foi como planejado pelos pais: na água, em penumbra, no quarto do hospital. Um clima de total respeito e intimidade.
A vó coruja filmou algumas partes do TP e o nascimento, fotografou, corujou e incentivou demais, à toda equipe.
Kelly e Caio logo sairam da água para os primeiros cuidados (tava muito frio) e para amamentar. O pequeno mamou com gosto, apesar de todo o esforço do nascimento.
Os pais passaram a primeira noite na maternidade, babando no pequeno cabeludo... É provável que tenham alta ainda hoje...
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Pati Merlin
13/05/08
Nasceu dia 13/05, Ana Luisa, filha de Edilaine e Charles, irmã mais nova de Lara.
Aos 48 do segundo tempo, no dia em que completava 42 semanas, após quase 4 dias entre pródromos e contrações noturnas regulares e intesas.
Ana Luisa e Edilaine precisaram de uma ajudinha, foi usada ocitocina para condução, por menos de 1 hora até que a mãe estivesse pronta para parir. Foram 7cm de uma vez!
Ela nasceu no leito, diante dos olhares ansiosos, cuidadosos, surpresos, maravilhados (rs) da mãe, do pai e da doula. A equipe não estava presente.
Foi diretamente para o colo da mãe, chorou e mamou. E de lá só saiu no colo do pai, para ser medida.
A família está feliz e aguardando alta para hoje.
Aos 48 do segundo tempo, no dia em que completava 42 semanas, após quase 4 dias entre pródromos e contrações noturnas regulares e intesas.
Ana Luisa e Edilaine precisaram de uma ajudinha, foi usada ocitocina para condução, por menos de 1 hora até que a mãe estivesse pronta para parir. Foram 7cm de uma vez!
Ela nasceu no leito, diante dos olhares ansiosos, cuidadosos, surpresos, maravilhados (rs) da mãe, do pai e da doula. A equipe não estava presente.
Foi diretamente para o colo da mãe, chorou e mamou. E de lá só saiu no colo do pai, para ser medida.
A família está feliz e aguardando alta para hoje.
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Pati Merlin
03/07/07
Nasceu João Pedro - filho de Fabiana e Eduardo.
Parto natural hospitalar, rápido, fácil e quase indolor.
Parto natural hospitalar, rápido, fácil e quase indolor.
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11/05/07
Nasceu Ádria - filha de Juliana e Adriano.
Cesárea intraparto, dois longos dias em trabalho de parto.
Cesárea intraparto, dois longos dias em trabalho de parto.
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08/05/07
Nasceu Leonardo - filho de Karen e Rafael.
Hoje às 20:35h, de parto normal hospitalar, pesando 4.150gr e medindo 52,5cm.
Léo chorou no colo da sua mãe, ainda na sala de parto e continuou mostrando ao mundo à que veio: enquanto não lhe ofereceram o seio da mãe, ele não sossegou! E imediatamente soube o que fazer, sugou vigorosamente o colostro.
O casal está bem, muito feliz com o presente adiantado de dia das mães e encantado com os possíveis olhos azuis de Léo.
Hoje às 20:35h, de parto normal hospitalar, pesando 4.150gr e medindo 52,5cm.
Léo chorou no colo da sua mãe, ainda na sala de parto e continuou mostrando ao mundo à que veio: enquanto não lhe ofereceram o seio da mãe, ele não sossegou! E imediatamente soube o que fazer, sugou vigorosamente o colostro.
O casal está bem, muito feliz com o presente adiantado de dia das mães e encantado com os possíveis olhos azuis de Léo.
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Pati Merlin
01/05/07
A vida da doula.
Apesar de ter dado um tempo no voluntariado, minhas atividades como doula vão muito bem, obrigada.
Estou focando no grupo virtual e nos atendimentos particulares. E está sendo muito bom pra mim. Só sinto falta de trocar experiências com o GO e os outros profissionais.
Apesar de ter dado um tempo no voluntariado, minhas atividades como doula vão muito bem, obrigada.
Estou focando no grupo virtual e nos atendimentos particulares. E está sendo muito bom pra mim. Só sinto falta de trocar experiências com o GO e os outros profissionais.
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Pati Merlin
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Atendimento particular.,
Gesta Maringá,
Gesta Paraná.,
O voluntariado.
23/03/07
Quem dá tempo é relógio?
Nenhum TP.
Os últimos relatos foram sucintos e sem graça, por que é assim que tenho sentido os dias de voluntariado. É tão difícil manter uma postura positiva num ambiente inóspito!
Eu vejo tanta coisa estranha, sinto tanta vontade de falar com as pessoas sobre suas condutas, de abrir a cabeças daquelas mulheres e fazê-las entender que muito do que elas podem ter de bom, depende também da postura delas frentes às coisas...
Suga a minha energia...
Mas não me faz querer desistir.
Só me deixa um pouco melancólica...
Nenhum TP.
Os últimos relatos foram sucintos e sem graça, por que é assim que tenho sentido os dias de voluntariado. É tão difícil manter uma postura positiva num ambiente inóspito!
Eu vejo tanta coisa estranha, sinto tanta vontade de falar com as pessoas sobre suas condutas, de abrir a cabeças daquelas mulheres e fazê-las entender que muito do que elas podem ter de bom, depende também da postura delas frentes às coisas...
Suga a minha energia...
Mas não me faz querer desistir.
Só me deixa um pouco melancólica...
20/03/07
Cursinho para gestantes da Unimed.
Acompanhei o GO no cursinho de gestantes da Unimed.
Era pra eu ter me apresentado, mas ele estava tão empolgado que ultrapassou o tempo destinado à aula sobre parto. Mas ele falou do trabalho das doulas e mencionou meu nome também. Deixei cartões meus e marcadores da parto do Princípio para todas elas.
Boas notícias: o discurso dele é impecável. Sinto até uma ponta de orgulho ao ouvir... E ele ainda é muito engraçado, professor de cursinho, sabem como é?
Acompanhei o GO no cursinho de gestantes da Unimed.
Era pra eu ter me apresentado, mas ele estava tão empolgado que ultrapassou o tempo destinado à aula sobre parto. Mas ele falou do trabalho das doulas e mencionou meu nome também. Deixei cartões meus e marcadores da parto do Princípio para todas elas.
Boas notícias: o discurso dele é impecável. Sinto até uma ponta de orgulho ao ouvir... E ele ainda é muito engraçado, professor de cursinho, sabem como é?
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Pati Merlin
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GO receptivo.,
Parcerias.,
Participação em cursos.,
Parto do Princípio.,
Unimed.
16/03/07
Coisas do sistema.
R., internada desde o dia anterior, TP prematuro. Colocaram soro, mas não teve efeito. Ela dormiu umas 3 horas seguidas e decidiram tira-la da sala de TP e colocá-la num quarto comum. Soube que fez uma cesárea no dia seguinte.
D., TP latente, com soro. Sem evolução, retiraram o soro e as contrações pararam por completo. Não soube a evolução.
R., internada desde o dia anterior, TP prematuro. Colocaram soro, mas não teve efeito. Ela dormiu umas 3 horas seguidas e decidiram tira-la da sala de TP e colocá-la num quarto comum. Soube que fez uma cesárea no dia seguinte.
D., TP latente, com soro. Sem evolução, retiraram o soro e as contrações pararam por completo. Não soube a evolução.
09/03/07
Rapidinhas.
J., assustada, querendo cesárea, com a mãe simplória, conversa básica, evolução rápida. Não entrei no CC, ela ficou ótima depois.
N., internada por PA, não estava em TP, recebeu soro, não teve contrações, vim embora sem saber o desfecho.
J., assustada, querendo cesárea, com a mãe simplória, conversa básica, evolução rápida. Não entrei no CC, ela ficou ótima depois.
N., internada por PA, não estava em TP, recebeu soro, não teve contrações, vim embora sem saber o desfecho.
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Apoio e acolhida.,
Mentalidade Positiva ou Negativa.,
Realidade.
02/03/07
Sintomático, não?
A., TP latente, assustada com o desconhecido, não tinha ninguém que pudesse ficar com ela. Conversamos muito, sobre a gestação, sobre os medos dela, sobre como são os TP’s e ela dormiu, não acordou até a hora que fui embora.
A., TP latente, assustada com o desconhecido, não tinha ninguém que pudesse ficar com ela. Conversamos muito, sobre a gestação, sobre os medos dela, sobre como são os TP’s e ela dormiu, não acordou até a hora que fui embora.
16/02/07
Mulheres especiais.
Antes de sair de casa, eu liguei pro GO, pra saber como estavam as coisas. Medidas de segurança, em breve não serão mais necessárias, assim espero!
Ele me diz que tem uma mulher muito especial no TP, que eu devia ir até lá. Fui.
A., a mulher especial, estava no leito, sentada com perna de borboleta, agüentando firme e muito concentrada nas contrações.
Depois de me apresentar e falar um pouco sobre como eu poderia apóia-la, precisei sair do prédio para pegar um material. Quando voltei, ela disse que estava com vontade de fazer força. Saí pra checar o prontuário e falei com o GO, se ela estava mesmo com os puxos, a evolução dela tinha sido à jato.
Voltamos para examinar e o bebê estava baixinho, mais um pouco e nascia ali mesmo. Mas decidiram levá-la ao CC e o L. nasceu em duas contrações.
Depois, com ela já no quarto, fui conversar e ela estava muito feliz com o resultado. Ela fez o pré-natal no SUS com este GO e já tinha ouvido falar de mim. Ela achou que foi muita sorte ter entrado em TP no dia em que a gente atende o plantão...
Logo em seguida, entrou a F., segundo bebê, fase latente do TP, 2cm, muito segura do processo. Ela, muito mais alta que eu, negra e forte, muito bem humorada, estava acompanhada da mãe. Nós três ficamos muito tempo conversando sobre muitas coisas da vida, foi muito agradável.
Então colocaram soro na F. e ela passou a sentir as contrações cada vez mais freqüentes e fortes. Ela ficou em movimento, respirando com calma e sentada na bola também.
No primeiro toque que fizeram, logo depois que ela saiu de um longo e bom banho, 6cm e uma força renovada pra ela, que se sentiu toda orgulhosa de ter avançado tanto.
Ela gemia, respirava, mudava de posição e voltava ao normal... como se nada tivesse acontecido.
Mas eu precisei ir embora às 18h e não acompanhei o TP dela até o final. Deixei a bola e algumas instruções e ela seguiu o que pôde. Ás 23h recebo um torpedo do GO: parto no leito, às 20:30h.
No dia seguinte voltei lá e ela estava radiante, contando o parto dela pras outras mulheres do quarto e feliz, feliz e o menino com nome de anjo musical pendurado no peito.
Antes de sair de casa, eu liguei pro GO, pra saber como estavam as coisas. Medidas de segurança, em breve não serão mais necessárias, assim espero!
Ele me diz que tem uma mulher muito especial no TP, que eu devia ir até lá. Fui.
A., a mulher especial, estava no leito, sentada com perna de borboleta, agüentando firme e muito concentrada nas contrações.
Depois de me apresentar e falar um pouco sobre como eu poderia apóia-la, precisei sair do prédio para pegar um material. Quando voltei, ela disse que estava com vontade de fazer força. Saí pra checar o prontuário e falei com o GO, se ela estava mesmo com os puxos, a evolução dela tinha sido à jato.
Voltamos para examinar e o bebê estava baixinho, mais um pouco e nascia ali mesmo. Mas decidiram levá-la ao CC e o L. nasceu em duas contrações.
Depois, com ela já no quarto, fui conversar e ela estava muito feliz com o resultado. Ela fez o pré-natal no SUS com este GO e já tinha ouvido falar de mim. Ela achou que foi muita sorte ter entrado em TP no dia em que a gente atende o plantão...
Logo em seguida, entrou a F., segundo bebê, fase latente do TP, 2cm, muito segura do processo. Ela, muito mais alta que eu, negra e forte, muito bem humorada, estava acompanhada da mãe. Nós três ficamos muito tempo conversando sobre muitas coisas da vida, foi muito agradável.
Então colocaram soro na F. e ela passou a sentir as contrações cada vez mais freqüentes e fortes. Ela ficou em movimento, respirando com calma e sentada na bola também.
No primeiro toque que fizeram, logo depois que ela saiu de um longo e bom banho, 6cm e uma força renovada pra ela, que se sentiu toda orgulhosa de ter avançado tanto.
Ela gemia, respirava, mudava de posição e voltava ao normal... como se nada tivesse acontecido.
Mas eu precisei ir embora às 18h e não acompanhei o TP dela até o final. Deixei a bola e algumas instruções e ela seguiu o que pôde. Ás 23h recebo um torpedo do GO: parto no leito, às 20:30h.
No dia seguinte voltei lá e ela estava radiante, contando o parto dela pras outras mulheres do quarto e feliz, feliz e o menino com nome de anjo musical pendurado no peito.
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Mentalidade Positiva ou Negativa.,
Parcerias.,
Parto sem Epsiotomia.
09/02/07
Durante o dia, o tempo voa.
A partir desta semana, eu começo a fazer meu voluntariado pelas manhãs e sigo até no máximo às 17h.
Eu achava que era tempo demais, mas durante o dia, as coisas acontecem muito rápido, é bem diferente da noite. Que estranho!
Eu tenho 3 casos pra relatar hoje.
Um, é de uma mulher que eu nem sei o nome, por que mal consegui colocar a mão nela. Na verdade nem é sobre ela que eu vou falar, mas sobre não ter conseguido chegar até ela pra trabalhar.
Faz 2 anos que eu trabalho na maternidade.
1 ano e 5 meses que entro no centro cirúrgico e de repente uma pessoa do setor, resolveu que eu tenho que pedir permissão pra fazer as coisas.
Ela sempre soube que eu ia lá, imaginei que soubesse do que se tratava meu trabalho e por onde eu andava.
Ela nunca ficou de noite, nem mesmo pra trocar meia dúzia de palavras comigo, então até no centro cirúrgico ela foi atrás de mim, pra saber quem tinha deixado eu entrar.
Detalhe: tem uma senha pra ser digitada na porta do CC. E eu estava lá dentro, logo, tenho a senha! Acho que isso prova que alguém me deu permissão pra entrar, não?
Agora pense... Estou lá, trabalhando e quero sugerir pra mulher, uma mudança de posição. Pára tudo, sai da sala, acha a dita cuja e pede permissão. Me diz se tem cabimento?
Enfim, eu fiquei um pouco incomodada, mas no fim das contas, decidi que vou ficar na minha, fazendo tudo o que sempre fiz. Se ela estiver por perto, eu aviso, peço, imploro. Se não, sigo meu caminho.
Bom, foi por isso que eu não consegui trabalhar com a mulher que eu nem sei o nome. Ela ficou O TEMPO TODO na sala, segurando a mão da mulher e se colocando como um obstáculo... E a atuação foi, sei lá... Dêem um nome: 2 toques em menos de 20 minutos, ordem de puxo, de não grite, bolsa rompida artificialmente, negativa pra o banho e entrada precoce no CC.
E o pior: outras pessoas do setor disseram que ela nunca fica na sala do TP...
Não gosto de falar mal. Mas fiquei mesmo, muito P... da vida. Vou ali tomar um copo de água e já volto.
ps. Depois conto das outras duas...
M., risadinha. Acho que nunca vou me esquecer desta moça. Ela era muito jovem e estava internada há uns dias já. O TP dela não começava, apesar dos litros de soro que tomou. E ela viu passar muita das parturientes dos últimos dias. E ela ria. Ela ria muito, de tudo. Muito engraçada... A gente conversou demais e rimos muito juntas!
Enfim, quando ao ocitocina finalmente fez efeito, as coisas andaram muito rápido pra ela. E ela parou de rir.
Como nós ficamos o dia inteiro juntas, ela se agarrou em mim como se eu fosse uma velha amiga e foi muito bom! Ela gemia, se mexia, acocorava, ajoelhava no chão. Estava muito entregue ao TP.
Não demorou muito pra ela começar a fazer força, sem ordens, instintivamente, respeitando os puxos. Ela foi levada ao CC e eu fui junto. O expulsivo não foi rápido como a evolução, mas ela não teve epsio.
A E. assistia o desenrolar do TP da risadinha, meio apreenssiva e querendo censurar, como se dar risada nesta hora, fosse inadequado. Ela estava no início do TP, com 2cm de dilatação, mas com contrações irregulares. Tomou banho, ficou com a mãe e deitou pra descansar, já que as suas contrações permitiam.
Eu passei toda a orientação que pude e vim embora, não pude ficar até o nascimento do bebê.
A partir desta semana, eu começo a fazer meu voluntariado pelas manhãs e sigo até no máximo às 17h.
Eu achava que era tempo demais, mas durante o dia, as coisas acontecem muito rápido, é bem diferente da noite. Que estranho!
Eu tenho 3 casos pra relatar hoje.
Um, é de uma mulher que eu nem sei o nome, por que mal consegui colocar a mão nela. Na verdade nem é sobre ela que eu vou falar, mas sobre não ter conseguido chegar até ela pra trabalhar.
Faz 2 anos que eu trabalho na maternidade.
1 ano e 5 meses que entro no centro cirúrgico e de repente uma pessoa do setor, resolveu que eu tenho que pedir permissão pra fazer as coisas.
Ela sempre soube que eu ia lá, imaginei que soubesse do que se tratava meu trabalho e por onde eu andava.
Ela nunca ficou de noite, nem mesmo pra trocar meia dúzia de palavras comigo, então até no centro cirúrgico ela foi atrás de mim, pra saber quem tinha deixado eu entrar.
Detalhe: tem uma senha pra ser digitada na porta do CC. E eu estava lá dentro, logo, tenho a senha! Acho que isso prova que alguém me deu permissão pra entrar, não?
Agora pense... Estou lá, trabalhando e quero sugerir pra mulher, uma mudança de posição. Pára tudo, sai da sala, acha a dita cuja e pede permissão. Me diz se tem cabimento?
Enfim, eu fiquei um pouco incomodada, mas no fim das contas, decidi que vou ficar na minha, fazendo tudo o que sempre fiz. Se ela estiver por perto, eu aviso, peço, imploro. Se não, sigo meu caminho.
Bom, foi por isso que eu não consegui trabalhar com a mulher que eu nem sei o nome. Ela ficou O TEMPO TODO na sala, segurando a mão da mulher e se colocando como um obstáculo... E a atuação foi, sei lá... Dêem um nome: 2 toques em menos de 20 minutos, ordem de puxo, de não grite, bolsa rompida artificialmente, negativa pra o banho e entrada precoce no CC.
E o pior: outras pessoas do setor disseram que ela nunca fica na sala do TP...
Não gosto de falar mal. Mas fiquei mesmo, muito P... da vida. Vou ali tomar um copo de água e já volto.
ps. Depois conto das outras duas...
M., risadinha. Acho que nunca vou me esquecer desta moça. Ela era muito jovem e estava internada há uns dias já. O TP dela não começava, apesar dos litros de soro que tomou. E ela viu passar muita das parturientes dos últimos dias. E ela ria. Ela ria muito, de tudo. Muito engraçada... A gente conversou demais e rimos muito juntas!
Enfim, quando ao ocitocina finalmente fez efeito, as coisas andaram muito rápido pra ela. E ela parou de rir.
Como nós ficamos o dia inteiro juntas, ela se agarrou em mim como se eu fosse uma velha amiga e foi muito bom! Ela gemia, se mexia, acocorava, ajoelhava no chão. Estava muito entregue ao TP.
Não demorou muito pra ela começar a fazer força, sem ordens, instintivamente, respeitando os puxos. Ela foi levada ao CC e eu fui junto. O expulsivo não foi rápido como a evolução, mas ela não teve epsio.
A E. assistia o desenrolar do TP da risadinha, meio apreenssiva e querendo censurar, como se dar risada nesta hora, fosse inadequado. Ela estava no início do TP, com 2cm de dilatação, mas com contrações irregulares. Tomou banho, ficou com a mãe e deitou pra descansar, já que as suas contrações permitiam.
Eu passei toda a orientação que pude e vim embora, não pude ficar até o nascimento do bebê.
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Apoio e acolhida.,
Chefias de setor.,
Condutas comuns.,
Dificuldades.,
O voluntariado.,
Realidade.
02/02/07
Um TP que não me quis e um bebê nascendo no leito.
Cheguei um pouco antes das 19h.
As duas mulheres no TP, vieram até a porta me olhar, acharam engraçada a moça com a bola nas costas. Carrego minha bola num elástico, como se fosse uma mochila.
Ambas estavam sem soro, caminhando, se mexendo e conversando, muito animadas.
Entrei, me apresentei e começamos a trabalhar juntas. As três no meio da sala, rebolando e falando sobre parir e nascer.
J. estava no TP do terceiro filho, os dois primeiros nasceram de PN. Ela estava muito tranqüila e feliz. Sua maior preocupação era o marido, que estava do lado de fora. De vez em quando, ela subia na escadinha da cama, pra olhar pela janela e os dois conversavam.
No entanto, apesar dela estar receptiva às dicas, trabalhar junto, ter toda a paciência, e experiência, a dilatação dela progrediu de 4 pra 6cm e ficou assim o resto do tempo, até eu ir embora, por volta das 22h.
Mas eu soube, no dia seguinte, que o bebê nasceu de PN, bem, antes da meia noite.
Casos assim me fazem pensar que a minha presença também atrapalha às vezes. E olha que no caso dela, eu quase não fiz nada, deixei ela muito à vontade, justamente por que ela estava lidando muito bem com tudo...
Ela estava tão bem, que orientava as outras mulheres do TP.
Quando eu cheguei tinha só ela e a G. Mas uma outra menina tinha acabado de sair pro CC.
A G., primípara, bem tranqüila também, tomou muitos banhos, reboulou, reclamou e teve seu filho no leito mesmo.
E aí o comentário da equipe: quando você está aqui, os bebês acabam nascendo no leito....
Por que será? rs
Cheguei um pouco antes das 19h.
As duas mulheres no TP, vieram até a porta me olhar, acharam engraçada a moça com a bola nas costas. Carrego minha bola num elástico, como se fosse uma mochila.
Ambas estavam sem soro, caminhando, se mexendo e conversando, muito animadas.
Entrei, me apresentei e começamos a trabalhar juntas. As três no meio da sala, rebolando e falando sobre parir e nascer.
J. estava no TP do terceiro filho, os dois primeiros nasceram de PN. Ela estava muito tranqüila e feliz. Sua maior preocupação era o marido, que estava do lado de fora. De vez em quando, ela subia na escadinha da cama, pra olhar pela janela e os dois conversavam.
No entanto, apesar dela estar receptiva às dicas, trabalhar junto, ter toda a paciência, e experiência, a dilatação dela progrediu de 4 pra 6cm e ficou assim o resto do tempo, até eu ir embora, por volta das 22h.
Mas eu soube, no dia seguinte, que o bebê nasceu de PN, bem, antes da meia noite.
Casos assim me fazem pensar que a minha presença também atrapalha às vezes. E olha que no caso dela, eu quase não fiz nada, deixei ela muito à vontade, justamente por que ela estava lidando muito bem com tudo...
Ela estava tão bem, que orientava as outras mulheres do TP.
Quando eu cheguei tinha só ela e a G. Mas uma outra menina tinha acabado de sair pro CC.
A G., primípara, bem tranqüila também, tomou muitos banhos, reboulou, reclamou e teve seu filho no leito mesmo.
E aí o comentário da equipe: quando você está aqui, os bebês acabam nascendo no leito....
Por que será? rs
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Pati Merlin
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Parto no leito.,
Trabalhos de Parto.
26/01/07
O retorno do samurai.
Nossa, que noite agitada!
4 mulheres no TP, todas em estágio avançado, com pouca diferença entre as dilatações. Eram tantas e todas precisadas, que eu nem sabia quem atender primeiro.
Fiz uma explanação geral sobre meu atendimento e sobre o que era bom fazer durante as contrações e elas foram se acostumando comigo.
A. era a de dilatação mais avançada, mas estava confortável no leito, erguendo o tronco, respirando durante as contrações, não quis sair dali, apenas aceitou algumas sugestões de posição. Ficou de lado, ajoelhada, saiu do leito um pouco, acocorou. Mas não quis ir pro chuveiro... Na verdade quando ela quis, o médico veio tocar e ela estava com dilatação total.
R. embora com 1 ou 2cm a menos que a A., parecia precisar mais de apoio e agarrou-se em mim. Levei-a para o chuveiro, tentei acalmar um pouco os pensamentos dela, fazê-la perceber o ritmo das contrações, a respiração e tal. Ela ficava com os olhos bem abertos durante as contrações, respirando forte e reclamando às vezes: ai, moça, isso dói demais!
A mãe dela estava junto e eu tratei de passar algumas orientações pra ela. Foi muito legal ver esta senhora ajudando a filha, acalentando, jogando água na barriga e dizendo que já ia acabar.
As duas, A.e R. acabaram indo pro CC ao mesmo tempo, e o bebê da R. nasceu primeiro, com epsiotomia, pelas mãos do residente. As contrações da A. pararam completamente dentro do CC e o bebê nasceu com auxílio de vácuo extrator.
Ao mesmo tempo em que tudo isso acontecia, antes que eu entrasse no CC com as duas primeiras, a A. (outra A.) estava completamente dura, tensa, apavorada. Era um VBAC e ela não fazia a menor idéia do que era o TP, por que o primeiro filho nasceu de CE (cesárea eletiva).
A quarta mulher em TP, a D. era muito novinha e relaxava muito entre as contrações, pulando da cama como uma gata quando elas começavam. Por isso, eu estava mais atenta à A..
Eu tentava falar com ela, mas ela sequer mexia a cabeça pra me olhar. Mas eu fui tentando, tentando, até que ela sentou na beirada da cama. Neste ponto ela parecia conseguir me perceber e eu fui muito objetiva, disse que ela precisava se soltar, que estava dura, tensa, que ia ser muito mais complicado enquanto ela estivesse assim, que doía mesmo, mas que ela podia se ajudar e etc.
Finalmente ela foi pro banho e ficou bem lá. Nisso a mãe dela chegou e fez companhia no chuveiro. A mãe também estava assustada. Ela saiu e sentou num banquinho, na beira da cama dela e ficou ali, mais relaxada, respirando melhor.
Eu estava com a D., abaixada no chão, de joelhos no colchonete e a A. começou a dizer que estava sentindo uma coisa estranha, como uma bolha na vagina. Eu, na calma, dizendo que era normal, que ela estava sentindo o bebê descer, pra ficar tranqüila, mas ela insistiu:
-Moça, olha aqui pra mim, esse bebê tá nascendo!
E tava mesmo!
Calmamente, pedi pra ela deitar no leito e tentar não fazer força, que estava tudo bem. Fui chamar o GO e quando ele chegou a cabecinha já tinha saído. Ele colocou o bebê no colo dela e ela simplesmente não acreditava, chorava e gritava feliz, chamando pelo bebê, perguntando se estava tudo bem, sem acreditar que tinha sido fácil, que tinha acabado.
Realmente, levando em consideração a mulher que estava prostrada e dura naquele leito, eu jamais diria que o bebê dela nasceria menos de 2 horas depois, sem nem dar tempo de ir pro CC.
A D. dilatou total muito rápido também, quando eu cheguei ela estava com 3cm, tinha acabado de internar. Mas o expulsivo dela foi bem lento. Infelizmente, no SUS lentidão no expulsivo é sinônimo de intervenção e tivemos o segundo bebê nascido com auxílio de vácuo em uma noite.
Acho que os nascimentos tiveram um intervalo de 30 minutos cada, foi quase produção em série...rs
Eu diria que voltei com a corda toda!
Nossa, que noite agitada!
4 mulheres no TP, todas em estágio avançado, com pouca diferença entre as dilatações. Eram tantas e todas precisadas, que eu nem sabia quem atender primeiro.
Fiz uma explanação geral sobre meu atendimento e sobre o que era bom fazer durante as contrações e elas foram se acostumando comigo.
A. era a de dilatação mais avançada, mas estava confortável no leito, erguendo o tronco, respirando durante as contrações, não quis sair dali, apenas aceitou algumas sugestões de posição. Ficou de lado, ajoelhada, saiu do leito um pouco, acocorou. Mas não quis ir pro chuveiro... Na verdade quando ela quis, o médico veio tocar e ela estava com dilatação total.
R. embora com 1 ou 2cm a menos que a A., parecia precisar mais de apoio e agarrou-se em mim. Levei-a para o chuveiro, tentei acalmar um pouco os pensamentos dela, fazê-la perceber o ritmo das contrações, a respiração e tal. Ela ficava com os olhos bem abertos durante as contrações, respirando forte e reclamando às vezes: ai, moça, isso dói demais!
A mãe dela estava junto e eu tratei de passar algumas orientações pra ela. Foi muito legal ver esta senhora ajudando a filha, acalentando, jogando água na barriga e dizendo que já ia acabar.
As duas, A.e R. acabaram indo pro CC ao mesmo tempo, e o bebê da R. nasceu primeiro, com epsiotomia, pelas mãos do residente. As contrações da A. pararam completamente dentro do CC e o bebê nasceu com auxílio de vácuo extrator.
Ao mesmo tempo em que tudo isso acontecia, antes que eu entrasse no CC com as duas primeiras, a A. (outra A.) estava completamente dura, tensa, apavorada. Era um VBAC e ela não fazia a menor idéia do que era o TP, por que o primeiro filho nasceu de CE (cesárea eletiva).
A quarta mulher em TP, a D. era muito novinha e relaxava muito entre as contrações, pulando da cama como uma gata quando elas começavam. Por isso, eu estava mais atenta à A..
Eu tentava falar com ela, mas ela sequer mexia a cabeça pra me olhar. Mas eu fui tentando, tentando, até que ela sentou na beirada da cama. Neste ponto ela parecia conseguir me perceber e eu fui muito objetiva, disse que ela precisava se soltar, que estava dura, tensa, que ia ser muito mais complicado enquanto ela estivesse assim, que doía mesmo, mas que ela podia se ajudar e etc.
Finalmente ela foi pro banho e ficou bem lá. Nisso a mãe dela chegou e fez companhia no chuveiro. A mãe também estava assustada. Ela saiu e sentou num banquinho, na beira da cama dela e ficou ali, mais relaxada, respirando melhor.
Eu estava com a D., abaixada no chão, de joelhos no colchonete e a A. começou a dizer que estava sentindo uma coisa estranha, como uma bolha na vagina. Eu, na calma, dizendo que era normal, que ela estava sentindo o bebê descer, pra ficar tranqüila, mas ela insistiu:
-Moça, olha aqui pra mim, esse bebê tá nascendo!
E tava mesmo!
Calmamente, pedi pra ela deitar no leito e tentar não fazer força, que estava tudo bem. Fui chamar o GO e quando ele chegou a cabecinha já tinha saído. Ele colocou o bebê no colo dela e ela simplesmente não acreditava, chorava e gritava feliz, chamando pelo bebê, perguntando se estava tudo bem, sem acreditar que tinha sido fácil, que tinha acabado.
Realmente, levando em consideração a mulher que estava prostrada e dura naquele leito, eu jamais diria que o bebê dela nasceria menos de 2 horas depois, sem nem dar tempo de ir pro CC.
A D. dilatou total muito rápido também, quando eu cheguei ela estava com 3cm, tinha acabado de internar. Mas o expulsivo dela foi bem lento. Infelizmente, no SUS lentidão no expulsivo é sinônimo de intervenção e tivemos o segundo bebê nascido com auxílio de vácuo em uma noite.
Acho que os nascimentos tiveram um intervalo de 30 minutos cada, foi quase produção em série...rs
Eu diria que voltei com a corda toda!
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Pati Merlin
08/12/06
Como não saber?
I. estava sozinha no TP. Grávida de 27 semanas, de um bebê pélvico e não sabia...
Como é que alguém está grávida de mais de 5 meses e não sabe?
Psicológicamente é possível isso acontecer, eu sei. Mas soa estranho demais pra mim.
Enfim, o TP dela estava muito no começo e como o bebê era prematuro, ela não podia sair do leito.
O GO do meu plantão estava de saída, quem assumiria o caso seria o substituto dele, que provavelmente faria cesárea, por que o bebê estava pélvico (sentado), mesmo sendo prematuro (pequeno).
Não fiquei com ela até o final.
I. estava sozinha no TP. Grávida de 27 semanas, de um bebê pélvico e não sabia...
Como é que alguém está grávida de mais de 5 meses e não sabe?
Psicológicamente é possível isso acontecer, eu sei. Mas soa estranho demais pra mim.
Enfim, o TP dela estava muito no começo e como o bebê era prematuro, ela não podia sair do leito.
O GO do meu plantão estava de saída, quem assumiria o caso seria o substituto dele, que provavelmente faria cesárea, por que o bebê estava pélvico (sentado), mesmo sendo prematuro (pequeno).
Não fiquei com ela até o final.
24/11/006
Encontro de Humanização, no Rio de Janeiro.

Alex, Dydy, Csylla, Ana, Ingrid, Mireillie, Moema, ?, Thais, eu e Kiki.
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Pati Merlin
17/11/06
Leoa.
Infelizmente cheguei atrasada hoje e peguei o TP da A. bem no finalzinho, nem consegui entrar no CC com ela, por que inventaram uma tal de senha pra abrir a porta e ninguém tinha me passado ainda...
A acompanhante dela rapidamente me deu espaço e eu pude trabalhar nos últimos 2cm de dilatação, que aconteceu em menos de 1 hora.
Ela estava tão inteira no processo, tão concentrada. É lindo quando uma mulher se entrega assim! Ela se mexia, se acomodava, acocorava, rosnava...
Num determinado momento, de frente pra mim, ela alisava meu cabelo, em volta do rosto e dizia: tá tudo bem, tá tudo bem... Completamente fora de órbita, com o olhar desfocado, suspirante e com meio sorriso no rosto...
Logo depois disso, ela foi levada ao CC e o bebê veio pro berçário uns 20 minutos depois.
Infelizmente cheguei atrasada hoje e peguei o TP da A. bem no finalzinho, nem consegui entrar no CC com ela, por que inventaram uma tal de senha pra abrir a porta e ninguém tinha me passado ainda...
A acompanhante dela rapidamente me deu espaço e eu pude trabalhar nos últimos 2cm de dilatação, que aconteceu em menos de 1 hora.
Ela estava tão inteira no processo, tão concentrada. É lindo quando uma mulher se entrega assim! Ela se mexia, se acomodava, acocorava, rosnava...
Num determinado momento, de frente pra mim, ela alisava meu cabelo, em volta do rosto e dizia: tá tudo bem, tá tudo bem... Completamente fora de órbita, com o olhar desfocado, suspirante e com meio sorriso no rosto...
Logo depois disso, ela foi levada ao CC e o bebê veio pro berçário uns 20 minutos depois.
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Pati Merlin
10/11/06
Hora de parar.
M. adolescente com a mãe e J., obesa.
Foi uma noite difícil, não consegui atingir nenhuma das duas. A adolescente estava sofrendo demais, segundo a sua mãe e a outra estava entregue, achando que não era capaz.
No entanto, as duas evoluíram bem e pariram seus filhotes, depois que eu fui embora, exausta!
M. adolescente com a mãe e J., obesa.
Foi uma noite difícil, não consegui atingir nenhuma das duas. A adolescente estava sofrendo demais, segundo a sua mãe e a outra estava entregue, achando que não era capaz.
No entanto, as duas evoluíram bem e pariram seus filhotes, depois que eu fui embora, exausta!
30/10/06
Nascimento de Miguel, filho da Renata e do Fábio.
Miguel, filho de Renata e Fábio, nasceu nesta segunda-feira, dia 30/10, às 3:52h.
O parto foi realizado no leito e ela pôde contar com a presença do marido e da doula, além do atendimento atencioso do GO e da pediatra. Ele foi direto para o colo da mãe e permeneceu com ela por cerca de 30 minutos.
Miguel é loiro, um polaquinho lindo e muito bravo!
Os dois estão bem e é provável que recebam alta em 24 horas.
Miguel, filho de Renata e Fábio, nasceu nesta segunda-feira, dia 30/10, às 3:52h.
O parto foi realizado no leito e ela pôde contar com a presença do marido e da doula, além do atendimento atencioso do GO e da pediatra. Ele foi direto para o colo da mãe e permeneceu com ela por cerca de 30 minutos.
Miguel é loiro, um polaquinho lindo e muito bravo!
Os dois estão bem e é provável que recebam alta em 24 horas.
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Pati Merlin
27/10/06
M., linda história de vida, querendo ficar só, dispensou as mulheres da família que queriam ficar ao lado dela.
TP latente.
Depois que fui embora, no meio da madrugada, o parto no leito ao lado, a fez acordar e então o TP dela evoluiu todinho em 2 ou 3 horas e o bebê nasceu antes da virada do plantão.
Soube disso no dia seguinte, pois voltei lá pra ver como ela estava.
TP latente.
Depois que fui embora, no meio da madrugada, o parto no leito ao lado, a fez acordar e então o TP dela evoluiu todinho em 2 ou 3 horas e o bebê nasceu antes da virada do plantão.
Soube disso no dia seguinte, pois voltei lá pra ver como ela estava.
20/10/06
Dia bom!
S., 17 anos, chegou depois de quase duas horas do início do plantão, numa noite muito calma e eu estava quase indo embora...
Acompanhada da mãe, ela estava um pouco assustada, tensa, mas já na sala de espera (pela consulta), fui massageando os pés dela e puxando papo. Logo ela estava mais solta e entendendo melhor as reações do corpo.
Mesmo antes de falarem em internação, levei-a para a sala de TP, por que no rítmo em que ela estava, era claro que se tratava de TP mesmo.
Tive tempo de falar com ela sobre as mudanças de comportamento, sobre o tempo do TP, sobre o que era esperado e normal naquele momento.
O TP dela foi quase didático. Um ótimo exemplo. Toda feliz e falante no início, foi ficando cada vez mais concentrada e um pouco irritadiça, procurando melhores posições, relaxando nos banhos e respirando no tempo dela... Olhar vazio na transição, ânsia de vômito, vontade de sair correndo dali. Então a vontade de fazer cocô, de empurrar, fazer força e a cabeça do bebê já aparecendo na vulva.
Ela foi encaminhada pro CC e o bebê nasceu em três contrações, sem epsiotomia e com uma pequena laceração. Logo após o nascimento da L., um enorme sorriso nos lábios...
Nesta noite também aconteceu um encontro inusitado nos corredores. Uma mulher vem na minha direção, toda sorridente:
-Você está aqui! Que bom te ver! Pena que não deu tempo...
Eu devo ter feito cara de quem não estava entendendo e ela disse:
-Não lembra de mim, né?
Isso na verdade é bem comum, não consigo guardar todos os rostos que passam por ali. Mas ela explica.... Há exatos 9 meses, ela esteve na maternidade com a filha mais nova e eu estava no TP dela. Agora ela estava com a filha mais velha e me diz que passaram a gestação toda pedindo que o bebê nascesse numa sexta-feira, por que é o dia que eu estou lá... Pois o bebê atendeu o pedido delas, só que elas esqueceram de dizer que eu só estaria lá após as 18h e ele nasceu ao meio dia!
S., 17 anos, chegou depois de quase duas horas do início do plantão, numa noite muito calma e eu estava quase indo embora...
Acompanhada da mãe, ela estava um pouco assustada, tensa, mas já na sala de espera (pela consulta), fui massageando os pés dela e puxando papo. Logo ela estava mais solta e entendendo melhor as reações do corpo.
Mesmo antes de falarem em internação, levei-a para a sala de TP, por que no rítmo em que ela estava, era claro que se tratava de TP mesmo.
Tive tempo de falar com ela sobre as mudanças de comportamento, sobre o tempo do TP, sobre o que era esperado e normal naquele momento.
O TP dela foi quase didático. Um ótimo exemplo. Toda feliz e falante no início, foi ficando cada vez mais concentrada e um pouco irritadiça, procurando melhores posições, relaxando nos banhos e respirando no tempo dela... Olhar vazio na transição, ânsia de vômito, vontade de sair correndo dali. Então a vontade de fazer cocô, de empurrar, fazer força e a cabeça do bebê já aparecendo na vulva.
Ela foi encaminhada pro CC e o bebê nasceu em três contrações, sem epsiotomia e com uma pequena laceração. Logo após o nascimento da L., um enorme sorriso nos lábios...
Nesta noite também aconteceu um encontro inusitado nos corredores. Uma mulher vem na minha direção, toda sorridente:
-Você está aqui! Que bom te ver! Pena que não deu tempo...
Eu devo ter feito cara de quem não estava entendendo e ela disse:
-Não lembra de mim, né?
Isso na verdade é bem comum, não consigo guardar todos os rostos que passam por ali. Mas ela explica.... Há exatos 9 meses, ela esteve na maternidade com a filha mais nova e eu estava no TP dela. Agora ela estava com a filha mais velha e me diz que passaram a gestação toda pedindo que o bebê nascesse numa sexta-feira, por que é o dia que eu estou lá... Pois o bebê atendeu o pedido delas, só que elas esqueceram de dizer que eu só estaria lá após as 18h e ele nasceu ao meio dia!
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Pati Merlin
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13/10/06
Super bebê.
J. não era mãe de primeira viagem.
O TP foi tranqüilo, com bolsa rota e bebê monitorado de vez em quando. Ela sentou na bola, tomou banho, recebeu ajuda de uma amiga que fez companhia.
Quando ela chegou aos 10cm, o GO encaminhou pro CC. As contrações pararam um pouco. Ela foi colocada na mesa de parto, deitada de barriga pra cima, como sempre. Contrações boas, a mãe fazendo força e o bebê não corava. Uma, duas, três vezes e nada.
O clima fica meio tenso, a mãe se desespera, faz uma força louca e nada... A cabeça vai e volta. Depois de muito esforço, finalmente a cabeça sai, mas o restante do corpo do bebê não... Em geral, depois que a cabeça sai, o corpo sai em uma ou duas contrações. Mas este bebê é muito grande e não sai sozinho.
O GO tenta muitas manobras, a equipe fica apreensiva, a mãe também. As respirações ficam suspensas por alguns segundos, pediatra e enfermeiras à postos. O GO tenta mover o ombro do bebê, várias vezes, com força... Até que finalmente ele nasce! Nossa, que alívio!
Já sai chorando, recebe o atendimento da pediatra, a mãe também chora, quer saber se está tudo bem...
Saio da sala de parto com o bebê... A bebê, na verdade! Pobrezinha, ficou com os braços e o tórax todo roxo, por causa do aperto da saída. Peso: 4.750gr.
A outra mulher que estava no quarto, em TP latente, não saiu da cama, só ficou conversando com a gente enquanto o TP da J. evoluía, teve uma cesárea no dia seguinte.
J. não era mãe de primeira viagem.
O TP foi tranqüilo, com bolsa rota e bebê monitorado de vez em quando. Ela sentou na bola, tomou banho, recebeu ajuda de uma amiga que fez companhia.
Quando ela chegou aos 10cm, o GO encaminhou pro CC. As contrações pararam um pouco. Ela foi colocada na mesa de parto, deitada de barriga pra cima, como sempre. Contrações boas, a mãe fazendo força e o bebê não corava. Uma, duas, três vezes e nada.
O clima fica meio tenso, a mãe se desespera, faz uma força louca e nada... A cabeça vai e volta. Depois de muito esforço, finalmente a cabeça sai, mas o restante do corpo do bebê não... Em geral, depois que a cabeça sai, o corpo sai em uma ou duas contrações. Mas este bebê é muito grande e não sai sozinho.
O GO tenta muitas manobras, a equipe fica apreensiva, a mãe também. As respirações ficam suspensas por alguns segundos, pediatra e enfermeiras à postos. O GO tenta mover o ombro do bebê, várias vezes, com força... Até que finalmente ele nasce! Nossa, que alívio!
Já sai chorando, recebe o atendimento da pediatra, a mãe também chora, quer saber se está tudo bem...
Saio da sala de parto com o bebê... A bebê, na verdade! Pobrezinha, ficou com os braços e o tórax todo roxo, por causa do aperto da saída. Peso: 4.750gr.
A outra mulher que estava no quarto, em TP latente, não saiu da cama, só ficou conversando com a gente enquanto o TP da J. evoluía, teve uma cesárea no dia seguinte.
07/10/06
Nascimento do Luis, filho da Jacqueline e do Luizão.
Nasceu, de parto normal hospitalar, com analgesia e uso de vácuo extrator. Apresentou Apgar baixo e foi lavado pra UTI, onde permaneceu por pouco tempo.
(Não sei lembro maiores detalhes, pois esta nota foi escrita quase dois anos depois, quando da republicação do blog).
Nasceu, de parto normal hospitalar, com analgesia e uso de vácuo extrator. Apresentou Apgar baixo e foi lavado pra UTI, onde permaneceu por pouco tempo.
(Não sei lembro maiores detalhes, pois esta nota foi escrita quase dois anos depois, quando da republicação do blog).
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UTI.,
Vácuo extrator.
06/10/06
Gêmeos.
Eu não lembro quando foi, mas foi por estes dias...
Acompanhei uma cesárea de gêmeos.
A mulher não estava em TP, mas já tinha completado 39 semanas, estava prestes a completar 40... Isso por si só, já é uma raridade no SUS.
Todo mundo bem, os bebês nasceram ótimos, com peso de bebê a termo em gestação única. Quase 3 quilos cada um...
Foi muito legal!
Eu não lembro quando foi, mas foi por estes dias...
Acompanhei uma cesárea de gêmeos.
A mulher não estava em TP, mas já tinha completado 39 semanas, estava prestes a completar 40... Isso por si só, já é uma raridade no SUS.
Todo mundo bem, os bebês nasceram ótimos, com peso de bebê a termo em gestação única. Quase 3 quilos cada um...
Foi muito legal!
30/09/06
2º Encontro do Grupo Gesta Maringá, em Londrina.
Eu, Emma e Karen fofocamos um monte, babamos no Loup e eu nem quero saber por que as outras não foram... humpf!
Brincadeira! Uma pena mesmo... Teria sido divertida a reunião dos babies do grupo!
Eu, Emma e Karen fofocamos um monte, babamos no Loup e eu nem quero saber por que as outras não foram... humpf!
Brincadeira! Uma pena mesmo... Teria sido divertida a reunião dos babies do grupo!
22/09/06
Fui mais cedo pra lá.
Não tinha ninguém em TP. Serviu pra encontrar a Renata (doulanda) e falar muito com o GO.
Na hora que eu fui tomar meu lanche, a Lúcia que trabalha na recepção e a quem eu não conhecia, se achegou e perguntou sobre o trabalho, quer acompanhar um dia, ir aos encontros, etc.
Não tinha ninguém em TP. Serviu pra encontrar a Renata (doulanda) e falar muito com o GO.
Na hora que eu fui tomar meu lanche, a Lúcia que trabalha na recepção e a quem eu não conhecia, se achegou e perguntou sobre o trabalho, quer acompanhar um dia, ir aos encontros, etc.
18/09/06
Hospital Universitário.
Fui até o Hospital Universitário com o Caco e enquanto ele resolvia as coisas dele, eu dei uma passada na maternidade.
Já sabia que eles haviam montado uma sala de TP com alguns materiais, mas fui checar...
Tem bolas, banquinho de parto, barras nas paredes (pra apoio), umas cadeiras confortáveis, um cavalinho, frases de incentivo na parede, o cartaz do humanization.org.
Aí, conversando com a auxiliar que me atendeu, descobri que usam pouco a sala, por que as mulheres (não vou repetir o termo que ela usou), não gostam muito, preferem ficar no leito...
Eu: hum... mas alguém as incentiva a ficar aqui? (ah, elas ficam com acompanhante, né?).
E tem mais: o HU atende só 4 postos de saúde, a Santa Casa é que atende os outros 16...
Sei... Então por que não mandam essa parafernália pra lá???
Fui até o Hospital Universitário com o Caco e enquanto ele resolvia as coisas dele, eu dei uma passada na maternidade.
Já sabia que eles haviam montado uma sala de TP com alguns materiais, mas fui checar...
Tem bolas, banquinho de parto, barras nas paredes (pra apoio), umas cadeiras confortáveis, um cavalinho, frases de incentivo na parede, o cartaz do humanization.org.
Aí, conversando com a auxiliar que me atendeu, descobri que usam pouco a sala, por que as mulheres (não vou repetir o termo que ela usou), não gostam muito, preferem ficar no leito...
Eu: hum... mas alguém as incentiva a ficar aqui? (ah, elas ficam com acompanhante, né?).
E tem mais: o HU atende só 4 postos de saúde, a Santa Casa é que atende os outros 16...
Sei... Então por que não mandam essa parafernália pra lá???
25/08/06
Nascimento de Marina, filha de Marisse e Marcos.
Nasceu na madrugada de quinta - feira (25/08), de cesárea após TP, Marina, filha de Marisse e Marcos.
Apgar 10/10, pesando 2.990gr e medindo 47cm, foi direto ao peito da mãe, onde mamou (mamou MESMO!) por 10 minutos.
Em seguida, foi com o pai para o berçário e não saiu mais de perto dele...
As duas estão bem.
Nasceu na madrugada de quinta - feira (25/08), de cesárea após TP, Marina, filha de Marisse e Marcos.
Apgar 10/10, pesando 2.990gr e medindo 47cm, foi direto ao peito da mãe, onde mamou (mamou MESMO!) por 10 minutos.
Em seguida, foi com o pai para o berçário e não saiu mais de perto dele...
As duas estão bem.
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Pati Merlin
23/08/06
Pausa para o café...
Bom... eu fui na Santa Casa no dia 07/07, acompanhei dois TP's e não lembro mais os detalhes...
Depois disso uma série de desencontros e um dia em que o GO não foi e já me avisou, que era preu decidir se ia ou não (não fui).
Aí eu fui pra São Paulo participar do workshop da Naoli Vinaver e lá se foram mais duas sextas feiras perdidas no voluntariado! Naoli é um caso à parte... preciso sentar e dedicar algum tempo pra escrever sobre ela.
Dia 16/08 eu fui no curso de gestante da Unimed, à convite do GO, mas nem falei nada... a idéia era essa mesmo. Só dar as caras.
Na última sexta (18/08), não tinha nenhuma mulher em TP, mas fiquei lá conversando com outras duas mulheres internadas por abortamento.
Bom... eu fui na Santa Casa no dia 07/07, acompanhei dois TP's e não lembro mais os detalhes...
Depois disso uma série de desencontros e um dia em que o GO não foi e já me avisou, que era preu decidir se ia ou não (não fui).
Aí eu fui pra São Paulo participar do workshop da Naoli Vinaver e lá se foram mais duas sextas feiras perdidas no voluntariado! Naoli é um caso à parte... preciso sentar e dedicar algum tempo pra escrever sobre ela.
Dia 16/08 eu fui no curso de gestante da Unimed, à convite do GO, mas nem falei nada... a idéia era essa mesmo. Só dar as caras.
Na última sexta (18/08), não tinha nenhuma mulher em TP, mas fiquei lá conversando com outras duas mulheres internadas por abortamento.
02/08/2006
Mulheres denunciam 'indústria de partos' ao Ministério Público Federal.
Rede Parto do Princípio acusa médicos de corporativismo e Agência Nacional de Saúde (ANS) de ineficiência na regulamentação e fiscalização do sistema de atendimento ao parto no setor de saúde suplementar.
Visite o site: www.partodoprincipio.com.br
O procurador Luiz Fernando Gaspar Costa, do Ministério Público Federal, recebeu na semana passada um dossiê de 35 páginas e mais de 30 estudos científicos sobre o abuso de cesarianas no setor de saúde suplementar, que ocasiona prejuízos a milhares de mulheres e bebês.
A ação civil é uma iniciativa da rede Parto do Princípio, que reúne mais de 200 mulheres ativistas do parto normal em 16 estados do país e o Distrito Federal, e representa um grito de 'basta' da sociedade ao título brasileiro de campeão mundial de cesarianas.
"Esse documento é como uma lavagem de alma para muitas de nós, senão para todas. É a canalização eficiente da nossa indignação e a materialização de uma reivindicação que fazemos há anos", diz Roselene de Araújo, uma das participantes da rede Parto do Princípio envolvidas na elaboração da ação civil.
O dossiê denuncia o corporativismo dos médicos, a ineficiência da Agência Nacional de Saúde (ANS) na fiscalização e na regulamentação do setor, as formas como as mulheres são enganadas para aceitar a cesárea, o desrespeito à maioria das mulheres brasileiras (80%) que querem um parto normal e não conseguem, a formação intervencionista dos estudantes de medicina e a falta de ética dos médicos ao defenderem a cesárea a pedido.
O documento também compara o sistema privado de saúde (79% de cesarianas) com o público (27%) e propõe ao setor de saúde suplementar aplicar medidas já adotadas no âmbito do SUS para reduzir o número de cesarianas. Tais medidas já são práticas comuns nos países onde as taxas de cesariana são aceitáveis. "Por serem propostas que efetivamente poderão baixar os índices de cesarianas, enfrentarão muitas resistências por parte de todos aqueles que lucram com a indústria do parto cirúrgico", diz Juty Chen, que participou da elaboração da ação.
Através dessa ação civil, a Parto do Princípio pretende conseguir que o Ministério Público Federal, utilizando-se de suas competências constitucionais como defensor da sociedade, interfira junto à ANS para que exerça suas funções legais.
"A ANS é o órgão responsável pela mudança do atual quadro. Ela sabe o que ocorre, mas as providências que vem adotando para baixar os índices de cesáreas na saúde suplementar são tímidas em comparação aos interesses corporativos dos médicos e dos planos de saúde. O objetivo da nossa ação é que o MPF leve a ANS a adotar medidas rígidas, em especial algumas já adotadas pelo Governo Federal no âmbito do SUS para proteger as usuárias dos planos de saúde", diz Ana Cristina Duarte, participante da Parto do Princípio.
As afirmações e informações levadas pelo grupo ao Ministério Público possuem embasamento em estudos científicos ou foram inferidas a partir da análise de um ou mais estudos.
Rede Parto do Princípio acusa médicos de corporativismo e Agência Nacional de Saúde (ANS) de ineficiência na regulamentação e fiscalização do sistema de atendimento ao parto no setor de saúde suplementar.
Visite o site: www.partodoprincipio.com.br
O procurador Luiz Fernando Gaspar Costa, do Ministério Público Federal, recebeu na semana passada um dossiê de 35 páginas e mais de 30 estudos científicos sobre o abuso de cesarianas no setor de saúde suplementar, que ocasiona prejuízos a milhares de mulheres e bebês.
A ação civil é uma iniciativa da rede Parto do Princípio, que reúne mais de 200 mulheres ativistas do parto normal em 16 estados do país e o Distrito Federal, e representa um grito de 'basta' da sociedade ao título brasileiro de campeão mundial de cesarianas.
"Esse documento é como uma lavagem de alma para muitas de nós, senão para todas. É a canalização eficiente da nossa indignação e a materialização de uma reivindicação que fazemos há anos", diz Roselene de Araújo, uma das participantes da rede Parto do Princípio envolvidas na elaboração da ação civil.
O dossiê denuncia o corporativismo dos médicos, a ineficiência da Agência Nacional de Saúde (ANS) na fiscalização e na regulamentação do setor, as formas como as mulheres são enganadas para aceitar a cesárea, o desrespeito à maioria das mulheres brasileiras (80%) que querem um parto normal e não conseguem, a formação intervencionista dos estudantes de medicina e a falta de ética dos médicos ao defenderem a cesárea a pedido.
O documento também compara o sistema privado de saúde (79% de cesarianas) com o público (27%) e propõe ao setor de saúde suplementar aplicar medidas já adotadas no âmbito do SUS para reduzir o número de cesarianas. Tais medidas já são práticas comuns nos países onde as taxas de cesariana são aceitáveis. "Por serem propostas que efetivamente poderão baixar os índices de cesarianas, enfrentarão muitas resistências por parte de todos aqueles que lucram com a indústria do parto cirúrgico", diz Juty Chen, que participou da elaboração da ação.
Através dessa ação civil, a Parto do Princípio pretende conseguir que o Ministério Público Federal, utilizando-se de suas competências constitucionais como defensor da sociedade, interfira junto à ANS para que exerça suas funções legais.
"A ANS é o órgão responsável pela mudança do atual quadro. Ela sabe o que ocorre, mas as providências que vem adotando para baixar os índices de cesáreas na saúde suplementar são tímidas em comparação aos interesses corporativos dos médicos e dos planos de saúde. O objetivo da nossa ação é que o MPF leve a ANS a adotar medidas rígidas, em especial algumas já adotadas pelo Governo Federal no âmbito do SUS para proteger as usuárias dos planos de saúde", diz Ana Cristina Duarte, participante da Parto do Princípio.
As afirmações e informações levadas pelo grupo ao Ministério Público possuem embasamento em estudos científicos ou foram inferidas a partir da análise de um ou mais estudos.
26/07/06
Nasceu Isadora, filha da Júlia e do Osmar.
Nasceu hoje, de parto natural hospitalar, no quarto por opção da mãe, sem epsio, com laceração, ISADORA, filha de Júlia e Osmar.
Com 3.060gr e 46cm o pacotinho cor de rosa, tem os cabelos enrolados e negros e só quer saber de dormir!
Júlia está bem, Osmar muito feliz e cansado e a família já recebeu a visita das tias Karen, Emma e Karla e da vovó materna.
Nasceu hoje, de parto natural hospitalar, no quarto por opção da mãe, sem epsio, com laceração, ISADORA, filha de Júlia e Osmar.
Com 3.060gr e 46cm o pacotinho cor de rosa, tem os cabelos enrolados e negros e só quer saber de dormir!
Júlia está bem, Osmar muito feliz e cansado e a família já recebeu a visita das tias Karen, Emma e Karla e da vovó materna.
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Pati Merlin
07/07/06
Duas L!
L. e C.
PN difícil, sem epsio e sem laceração.
L. e bb.
Menina, sogra, sem dinâmica, cesariana?
C. na saída.
Como vêem, não lembro o que aconteceu neste dia...
L. e C.
PN difícil, sem epsio e sem laceração.
L. e bb.
Menina, sogra, sem dinâmica, cesariana?
C. na saída.
Como vêem, não lembro o que aconteceu neste dia...
30/06/06
Mulher demais....
2 mulheres estavam em TP.
Logo que eu cheguei, nenhuma das duas estava sentindo muita coisa. Mas a V., estava enrolada em cobertas, encolhida e sentindo muita pena de si mesma. A mãe dela também estava deixando o clima bem pesado, falando de dor e sofrimento o tempo todo. Conversei muito com as duas sobre esta postura, mas não adiantou muito e de vez em quando a sogra também entrava pra reforçar o coro.
De qualquer maneira, consegui tirá-la daquela cama um pouco, ela tomou banho, tentou fazer alguns exercícios, sentou na bola, etc. Mas apesar da evolução dela estar boa, nada diferente do esperado, ela não acreditava nisso. Pra ela, estava demorando demais e iam todos sofrer muito, uma tragédia anunciada!
Não sei o que aconteceu na portaria, por que não deixam passar mais de um acompanhante por paciente, mas a sala de TP tava uma bagunça neste dia! O GO veio e mandou os excessos embora, mas a sogra da V. conseguiu voltar!!!
A maternidade estava lotada e tinha mulher que já tinha parido, alojada na sala de TP, com neném e acompanhante, um converseiro, um barulho, ninguém merece.
Enfim, a V. acabou encaminhada pra uma cesárea. Por que já era quase meia noite, o TP deu uma estacionada, ela estava reagindo mal (psicologicamente), a mãe pressionando, a sogra também... Aff!
Enquanto eu tentava atender a V. (que não queria muita conversa e além de tudo, colocava a culpa do sofrimento do TP no fato de ser obesa), eu acudia a J. também.
Segundo bebê, ela não relatou contrações intensas em nenhum momento. Quando cheguei ela estava deitada, aceitou tomar um longo banho e ficar numa posição verticalizada. Ela respirava com um certo ritmo e isso ajudava a ter algum controle sobre as contrações.
Também ficou na bola, quicando e achando graça. Logo ela sentiu vontade de fazer força e quando vieram tocar, o bebê já estava no canal de parto. Fomos para o centro cirúrgico e ela não precisou fazer força durante o expulsivo, embora estivesse sendo assistida por um estagiário (e o residente) e o cara não tivesse muito domínio da coisa... nervoso, trêmulo, falando bobagens... ai, ai...
Eu já estava querendo ir embora, quando passei pela sala de espera e dei com duas barrigudas (uma conhecida e outra não). A conhecida é a C., já falei dela aqui, vive no hospital, por conta de uma infecção urinária que não sara nunca.
A K. estava com contrações próximas e ritmadas. Segundo bebê também. E quando o residente tocou, constatou uma dilatação de 9cm. Aí, caiu na besteira de levar ela direto pro CC. Lá as contrações pararam completamente. Fizeram ela deitar e colocar as pernas no estribo, antes da dilatação completa. Quando eu cheguei no CC, ela já estava assim e eu não tenho tanta moral pra mudar uma situação já definida... Se pelo menos fosse o GO e não residente, eu teria tentado.
Mas enfim, durante as contrações ela não tinha o que fazer, além de gritar, por que não tinha mobilidade nenhuma, nenhum controle. Eles fizeram tudo errado desta vez, pedindo pra ela empurrar, forçando o término da dilatação. Na hora de aparar, o cara mal pegava no bebê direito, aquilo demorou uma eternidade! Eu detestei presenciar isso.... E nem tive tempo de conversar com o GO sobre o que aconteceu!
Mas no fim, uma laceração bem pequena e um bebê saudável...
2 mulheres estavam em TP.
Logo que eu cheguei, nenhuma das duas estava sentindo muita coisa. Mas a V., estava enrolada em cobertas, encolhida e sentindo muita pena de si mesma. A mãe dela também estava deixando o clima bem pesado, falando de dor e sofrimento o tempo todo. Conversei muito com as duas sobre esta postura, mas não adiantou muito e de vez em quando a sogra também entrava pra reforçar o coro.
De qualquer maneira, consegui tirá-la daquela cama um pouco, ela tomou banho, tentou fazer alguns exercícios, sentou na bola, etc. Mas apesar da evolução dela estar boa, nada diferente do esperado, ela não acreditava nisso. Pra ela, estava demorando demais e iam todos sofrer muito, uma tragédia anunciada!
Não sei o que aconteceu na portaria, por que não deixam passar mais de um acompanhante por paciente, mas a sala de TP tava uma bagunça neste dia! O GO veio e mandou os excessos embora, mas a sogra da V. conseguiu voltar!!!
A maternidade estava lotada e tinha mulher que já tinha parido, alojada na sala de TP, com neném e acompanhante, um converseiro, um barulho, ninguém merece.
Enfim, a V. acabou encaminhada pra uma cesárea. Por que já era quase meia noite, o TP deu uma estacionada, ela estava reagindo mal (psicologicamente), a mãe pressionando, a sogra também... Aff!
Enquanto eu tentava atender a V. (que não queria muita conversa e além de tudo, colocava a culpa do sofrimento do TP no fato de ser obesa), eu acudia a J. também.
Segundo bebê, ela não relatou contrações intensas em nenhum momento. Quando cheguei ela estava deitada, aceitou tomar um longo banho e ficar numa posição verticalizada. Ela respirava com um certo ritmo e isso ajudava a ter algum controle sobre as contrações.
Também ficou na bola, quicando e achando graça. Logo ela sentiu vontade de fazer força e quando vieram tocar, o bebê já estava no canal de parto. Fomos para o centro cirúrgico e ela não precisou fazer força durante o expulsivo, embora estivesse sendo assistida por um estagiário (e o residente) e o cara não tivesse muito domínio da coisa... nervoso, trêmulo, falando bobagens... ai, ai...
Eu já estava querendo ir embora, quando passei pela sala de espera e dei com duas barrigudas (uma conhecida e outra não). A conhecida é a C., já falei dela aqui, vive no hospital, por conta de uma infecção urinária que não sara nunca.
A K. estava com contrações próximas e ritmadas. Segundo bebê também. E quando o residente tocou, constatou uma dilatação de 9cm. Aí, caiu na besteira de levar ela direto pro CC. Lá as contrações pararam completamente. Fizeram ela deitar e colocar as pernas no estribo, antes da dilatação completa. Quando eu cheguei no CC, ela já estava assim e eu não tenho tanta moral pra mudar uma situação já definida... Se pelo menos fosse o GO e não residente, eu teria tentado.
Mas enfim, durante as contrações ela não tinha o que fazer, além de gritar, por que não tinha mobilidade nenhuma, nenhum controle. Eles fizeram tudo errado desta vez, pedindo pra ela empurrar, forçando o término da dilatação. Na hora de aparar, o cara mal pegava no bebê direito, aquilo demorou uma eternidade! Eu detestei presenciar isso.... E nem tive tempo de conversar com o GO sobre o que aconteceu!
Mas no fim, uma laceração bem pequena e um bebê saudável...
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Cesárea.,
Condutas comuns.,
Laceração.,
Mentalidade Positiva ou Negativa.,
Realidade.,
Residentes.
29/06/06
Primeiro nascimento de bebê do Grupo Gesta Maringá, primeiro acompanhamento particular como doula.
Nascimento do Loup, filho de Emma e David.
Londrina - PR
Nasceu hoje as 9:45h da manhã (aproximadamente), de parto natural, o filho mais novo do casal Pot!
Pesando cerca de 4 quilos (4.130gr depois de mamar muito) e medindo 54cm.
Mãe e bebê estão bem, o pai está muito coruja!
Nascimento do Loup, filho de Emma e David.
Londrina - PR
Nasceu hoje as 9:45h da manhã (aproximadamente), de parto natural, o filho mais novo do casal Pot!
Pesando cerca de 4 quilos (4.130gr depois de mamar muito) e medindo 54cm.
Mãe e bebê estão bem, o pai está muito coruja!
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Pati Merlin
19/06/06
Entrevista para a Folha de Londrina.
http://www.bonde.com.br/folha/folhad.php?id=18948&dt=20060619
Clique no link para ler a matéria.
http://www.bonde.com.br/folha/folhad.php?id=18948&dt=20060619
Clique no link para ler a matéria.
16/06/06
Sem TP’s...
Foram 3 nascimentos durante todo o dia e eu não peguei nenhum...
Também não fiquei muito lá, por que não tinha o que fazer.
Tô pensando seriamente em começar a ir de manhã pra lá, assim consigo acompanhar todos os TP’s do dia...
Foram 3 nascimentos durante todo o dia e eu não peguei nenhum...
Também não fiquei muito lá, por que não tinha o que fazer.
Tô pensando seriamente em começar a ir de manhã pra lá, assim consigo acompanhar todos os TP’s do dia...
09/06/06
Era noite de lua, mas a maternidade tava vazia...
Eu mal tive tempo de chegar, não li o prontuário e já fiquei com a A., TP avançado, dores lombares intensas, pedindo ajuda... Ela parecia uma gata, subia e descia do leito como se nem estivesse com aquela barrigona.
Eu disse pra ela o que ia fazer e que se ela aceitasse, se quisesse se ajudar, ia ser muito bom. Ela nem pestanejou.
Saiu da cama, acocorou durante a primeira contração, mas ainda muito tensa, pedia pelo amor de deus pra eu fazer alguma coisa, ela se mexia muito rápido, parecia que ia sair correndo a qualquer momento... No intervalo eu pedi pra ela se acalmar, que eu faria tudo o que eu pudesse, que as contrações não iam desaparecer, mas que ela podia aprender a lidar com elas e tal.
Ela disse que há 15 minutos o médico tinha passado ali e ela estava com 7cm, mas que ela estava cansada pois foi internada às 6h da manhã. Então eu sugeri o banho, ela foi e ficou ajoelhada, se apoiando em mim quando a contração vinha. Ficamos no chuveiro por uns 10 minutos. De repente, ela ficou mais concentrada e começou a fazer força.
Sugeri que voltássemos para o leito, ela foi. Ficou de pé, acocorando na contração e recebendo massagem nas costas.
Chamei o médico e umas 3 contrações depois, ele pediu pra levarem-na para o CC. Lá dentro, ela continuava agitada e pedia desculpas por gritar, mas era incontrolável.
O expulsivo dela foi bem rápido. Semi sentada e sem ordem de fazer força, ela teve uma laceração mínima. Foi o único TP da noite.
Eu mal tive tempo de chegar, não li o prontuário e já fiquei com a A., TP avançado, dores lombares intensas, pedindo ajuda... Ela parecia uma gata, subia e descia do leito como se nem estivesse com aquela barrigona.
Eu disse pra ela o que ia fazer e que se ela aceitasse, se quisesse se ajudar, ia ser muito bom. Ela nem pestanejou.
Saiu da cama, acocorou durante a primeira contração, mas ainda muito tensa, pedia pelo amor de deus pra eu fazer alguma coisa, ela se mexia muito rápido, parecia que ia sair correndo a qualquer momento... No intervalo eu pedi pra ela se acalmar, que eu faria tudo o que eu pudesse, que as contrações não iam desaparecer, mas que ela podia aprender a lidar com elas e tal.
Ela disse que há 15 minutos o médico tinha passado ali e ela estava com 7cm, mas que ela estava cansada pois foi internada às 6h da manhã. Então eu sugeri o banho, ela foi e ficou ajoelhada, se apoiando em mim quando a contração vinha. Ficamos no chuveiro por uns 10 minutos. De repente, ela ficou mais concentrada e começou a fazer força.
Sugeri que voltássemos para o leito, ela foi. Ficou de pé, acocorando na contração e recebendo massagem nas costas.
Chamei o médico e umas 3 contrações depois, ele pediu pra levarem-na para o CC. Lá dentro, ela continuava agitada e pedia desculpas por gritar, mas era incontrolável.
O expulsivo dela foi bem rápido. Semi sentada e sem ordem de fazer força, ela teve uma laceração mínima. Foi o único TP da noite.
26/05/06
Veja que situação...
Quando eu cheguei, 2 mulheres dividiam a sala de TP. O quarto com as luzes apagadas, ambas deitadas no leito. Fui até o posto da enfermagem pra ler o prontuário delas.
R., 34 semanas, Óbito Fetal, tomando ocitocina para indução do TP.
E M., 42 semanas, primípara, 40 anos, 4cm de dilatação.
Dois problemas: a M. estava dormindo (literalmente) e quando acordou, quase duas horas depois, não quis conversar, muito menos permitiu que eu a tocasse ou aceitou as dicas de banho e movimento. Fiquei sem jeito pra lidar com a R., embora não fosse a primeira vez que eu tenha recebido um OF, mas a situação era muito desconfortável.
Como lidar com as duas, no mesmo espaço?
Como incentivar uma a se movimentar pra ajudar o TP, falar de vida e consolar a outra pela perda?
Como fazer isso, com uma ouvindo os conselhos dados para a outra?
Além disso, eram duas mulheres um tanto inacessíveis e eu não gosto de forçar a aproximação. Fui várias vezes lá na sala, perguntar se estavam bem, se queriam alguma coisa, explicar o meu trabalho e dizer que podiam se apoiar em mim. Mas não conseguia ficar lá dentro.
Então, além de passar nos quartos (quase vazios) pra ver as recém paridas, troquei várias figurinhas com o GO, de novo! Isso tem sido muito bom!
E teve também algumas consultas, entre elas, a de uma mulher que eu conheci num outro plantão e ela ficou curiosa do meu trabalho (na época), fez perguntas, pediu dicas, pegou meu telefone e eu nunca mais tinha visto ela. Pois hoje eu soube que ela agora é paciente particular do GO e que eu vou atendê-la no TP também...
Quando eu cheguei, 2 mulheres dividiam a sala de TP. O quarto com as luzes apagadas, ambas deitadas no leito. Fui até o posto da enfermagem pra ler o prontuário delas.
R., 34 semanas, Óbito Fetal, tomando ocitocina para indução do TP.
E M., 42 semanas, primípara, 40 anos, 4cm de dilatação.
Dois problemas: a M. estava dormindo (literalmente) e quando acordou, quase duas horas depois, não quis conversar, muito menos permitiu que eu a tocasse ou aceitou as dicas de banho e movimento. Fiquei sem jeito pra lidar com a R., embora não fosse a primeira vez que eu tenha recebido um OF, mas a situação era muito desconfortável.
Como lidar com as duas, no mesmo espaço?
Como incentivar uma a se movimentar pra ajudar o TP, falar de vida e consolar a outra pela perda?
Como fazer isso, com uma ouvindo os conselhos dados para a outra?
Além disso, eram duas mulheres um tanto inacessíveis e eu não gosto de forçar a aproximação. Fui várias vezes lá na sala, perguntar se estavam bem, se queriam alguma coisa, explicar o meu trabalho e dizer que podiam se apoiar em mim. Mas não conseguia ficar lá dentro.
Então, além de passar nos quartos (quase vazios) pra ver as recém paridas, troquei várias figurinhas com o GO, de novo! Isso tem sido muito bom!
E teve também algumas consultas, entre elas, a de uma mulher que eu conheci num outro plantão e ela ficou curiosa do meu trabalho (na época), fez perguntas, pediu dicas, pegou meu telefone e eu nunca mais tinha visto ela. Pois hoje eu soube que ela agora é paciente particular do GO e que eu vou atendê-la no TP também...
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Pati Merlin
19/05/06
Nenhum TP, frio e chuva.
Hoje foi mais um dia para conversas esclarecedoras e empolgantes com o GO.
E também foi dia de ter certeza que tem uma enfermeira que me odeia, com todas as suas forças...
Hoje foi mais um dia para conversas esclarecedoras e empolgantes com o GO.
E também foi dia de ter certeza que tem uma enfermeira que me odeia, com todas as suas forças...
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Pati Merlin
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Além da doulagem...,
Dificuldades.,
GO receptivo.,
Parcerias.
12/05/06
Nascendo na cama...
Passei na maternidade durante a tarde e dei uns conselhos para a H. e a L.
Elas estavam lá, deitadas na cama, sem muito ânimo. Mas eu não pude ficar. Voltei as 18h e a H. tinha progredido bem.
Sugeri um banho, ela aceitou. Ainda no chuveiro, ela disse: Tõ sentindo uma bolota aqui (colocando a mão na vagina). Ajudei-a a sair do banheiro e fui chamar o residente. Ele disse que era provável que fosse a bolsa dela, já que ainda não tinha rompido...
Ela voltou pra cama, ele a examinou e mandou chamar a maca. Saiu, eu fui atrás, mas não deu nem tempo de dar dois passos. A mãe dela me chamou. Voltei e tinha uma bolha saindo. Pedi pra ela tentar não fazer força e corri no corredor, pedindo pra chamarem o residente de volta, por que não ia dar tempo de ir para o CC.
Ela fazia força e a bolsa vinha, íntegra, dava pra ver a cabeça do bebê lá dentro... Quando finalmente forçou, a bolsa rompeu, cheia de mecônio e o C. saiu, com dias circulares de cordão. Quem aparou foi uma auxiliar de enfermagem, tremendo muito..rs.
Levaram o bebê e a mãe ficou, até limparem superficialmente e levarem-na para o CC, para suturar uma pequena laceração.
A avó ficou num misto de felicidade e angústia, sem saber se estava tudo bem, meio assustada com o parto na cama...
A L. estava no leito em frente e viu tudo. Ficou super assustada e eu levei o resto da noite pra convencê-la de que o que ela viu era normal e bonito. Mas ela não quis saber. Ficou impressionada mesmo.
E não colaborou nem um pouco com o próprio TP, passando por uma cesárea no dia seguinte.
E. chegou quase na hora que eu decidi ir embora, com 4cm e super animada. Estava acompanhada da irmã e não deu a menor atenção às coisas que eu disse.
Fui embora e não sei como foi a evolução e o parto.
Passei na maternidade durante a tarde e dei uns conselhos para a H. e a L.
Elas estavam lá, deitadas na cama, sem muito ânimo. Mas eu não pude ficar. Voltei as 18h e a H. tinha progredido bem.
Sugeri um banho, ela aceitou. Ainda no chuveiro, ela disse: Tõ sentindo uma bolota aqui (colocando a mão na vagina). Ajudei-a a sair do banheiro e fui chamar o residente. Ele disse que era provável que fosse a bolsa dela, já que ainda não tinha rompido...
Ela voltou pra cama, ele a examinou e mandou chamar a maca. Saiu, eu fui atrás, mas não deu nem tempo de dar dois passos. A mãe dela me chamou. Voltei e tinha uma bolha saindo. Pedi pra ela tentar não fazer força e corri no corredor, pedindo pra chamarem o residente de volta, por que não ia dar tempo de ir para o CC.
Ela fazia força e a bolsa vinha, íntegra, dava pra ver a cabeça do bebê lá dentro... Quando finalmente forçou, a bolsa rompeu, cheia de mecônio e o C. saiu, com dias circulares de cordão. Quem aparou foi uma auxiliar de enfermagem, tremendo muito..rs.
Levaram o bebê e a mãe ficou, até limparem superficialmente e levarem-na para o CC, para suturar uma pequena laceração.
A avó ficou num misto de felicidade e angústia, sem saber se estava tudo bem, meio assustada com o parto na cama...
A L. estava no leito em frente e viu tudo. Ficou super assustada e eu levei o resto da noite pra convencê-la de que o que ela viu era normal e bonito. Mas ela não quis saber. Ficou impressionada mesmo.
E não colaborou nem um pouco com o próprio TP, passando por uma cesárea no dia seguinte.
E. chegou quase na hora que eu decidi ir embora, com 4cm e super animada. Estava acompanhada da irmã e não deu a menor atenção às coisas que eu disse.
Fui embora e não sei como foi a evolução e o parto.
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